Segunda-feira, Julho 20, 2009
Terça-feira, Julho 14, 2009
os tempos que correm
"Cortámos há muito com a esquerda revolucionária, mas recusámos a terceira via, acreditando que é possível uma social-democracia que aposte no papel do Estado e dos serviços públicos na garantia de igualdade de oportunidades no quadro de uma economia de mercado regulada e com espaço e incentivo para formas de economia solidária e cooperativa; defendemos acima de tudo a liberdade, e esta mede-se na capacidade de garantir opções e escolhas, diversidade, reconhecimento e direitos. Somos pela escolha na interrupção voluntária da gravidez, somos pela diversidade cultural no país e pelo acolhimento dos imigrantes, somos pela plena igualdade no acesso ao casamento civil por parte de casais do mesmo sexo, somos pela despenalização do consumo de drogas, pela laicidade do Estado e pela liberdade religiosa, pela efectiva igualdade de género; somos reformistas, no sentido em que queremos transformações concretas na segurança social, na saúde, na justiça, na educação que, com base na valorização dos serviços públicos e na dignificação dos profissionais, melhorem as chances de boa vida para o maior número possível de pessoas, no tempo da sua vida, sem fazer a mudança depender do agudizar de contradições que possam levar, num futuro distante, a uma sociedade perfeita – em que não acreditamos."
O excerto em que me revejo, do recente texto de Miguel Vale de Almeida (que pode ser lido, na íntegra, aqui)
O excerto em que me revejo, do recente texto de Miguel Vale de Almeida (que pode ser lido, na íntegra, aqui)
Domingo, Julho 12, 2009
Sexta-feira, Julho 03, 2009
lugares e ligações
"As cidades, se forem interessantes, atrairão gente. Por isso (...) a prioridade deveria ir para a recuperação urbana, para os transportes públicos de proximidade e para as indústrias criativas e culturais. Isso daria emprego já durante a crise e prosperidade depois dela. Se me dissessem que fazer "muitas pequenas obras" obrigaria a abandonar o TGV, eu abandonaria o TGV. Se há forma de compatibilizar as duas escalas, eu faria as duas, porque elas são complementares. Os nossos conservadores pretendem encerrar este debate nos estreitos limites do preconceito, o que é natural, porque para eles Portugal está bem assim. Para eles, a discussão sobre a dívida que deixaremos aos filhos deve silenciar qualquer discussão sobre o país que, mais uma vez, não lhes deixaremos."
(Do artigo de Rui Tavares, no Público de 1 de Julho)
(Do artigo de Rui Tavares, no Público de 1 de Julho)
Quinta-feira, Julho 02, 2009
filmes do mês: junho
Será talvez porque o filme surpreende quando à partida pouco ou nada dele se espera. Ou pela forma como capta, no solo ou em planos descendentes, a cidade de Roma (talvez um dia alguém se dedique a avaliar os impactos na procura turística das capitais de França e Itália que resultou destes dois best-seller de Dan Brown). Ou será talvez pela forma como trata as relações entre ciência e religião (a lembrar "O Nome da Rosa"), ou ainda pelo modo como constrói os ambientes que envolvem a narrativa. Anjos e Demónios, de Ron Howard, destaca-se entre os três filmes visionados em Junho.
Quarta-feira, Julho 01, 2009
Terça-feira, Junho 30, 2009
o outro manifesto
"Ao contrário dos que pretendem limitar as opções, e em nome do direito ao debate e à expressão do contraditório, parece-nos claro que as economias não podem sair espontaneamente da crise sem causar devastação económica e sofrimento social evitáveis e um lastro negativo de destruição das capacidades humanas, por via do desemprego e da fragmentação social. Consideramos que é precisamente em nome das gerações vindouras que temos de exigir um esforço internacional para sair da crise e desenvolver uma política de pleno emprego. Uma economia e uma sociedade estagnadas não serão, certamente, fonte de oportunidades futuras."
Do manifesto dos 51 (oriundos de diferentes áreas disciplinares), em resposta a este outro. Duas visões opostas sobre o papel do investimento público nos dias que correm, cada qual com os seus argumentos. Algo de errado se passa, desde logo, quando a comunicação social apenas faz eco significativo do primeiro documento (o manifesto dos 28 economistas).
Segunda-feira, Junho 29, 2009
stasis
"Durante anos, a política oficial dos EUA foi a de não reconhecer o regime iraniano. Bush proclamou sempre que os EUA poderiam usar "todas as opções" (incluindo bombardeamentos ou uma invasão) para derrubar o regime pelo exterior. E durante esses anos todos, o regime parecia estável como um rochedo, e os iranianos elegeram Ahmadinejad em 2005. Com Obama, os EUA abandonaram a estratégia anterior (...), o objectivo de "mudança de regime" a partir do exterior foi afastado (...). Quem já viu dois bêbados à luta notou certamente que, passado algum tempo, eles acabam por ficar apoiados um no outro (...), é a briga que os mantém de pé. Nesse momento, aquele que tiver o discernimento de se afastar leva o outro a estatelar-se no chão."
(Do artigo de Rui Tavares, no Público de 22 de Junho)
(Do artigo de Rui Tavares, no Público de 22 de Junho)
Sexta-feira, Junho 26, 2009
interesse público da criação artística
"Concordando no essencial com a proposta de programa do Bloco de Esquerda no que diz respeito às políticas culturais, consideramos que a sua actual formulação não clarifica suficientemente o interesse público da criação artística. Nem do ponto de vista da sua produção - enquanto garante e manifestação por excelência da liberdade de expressão dos indivíduos mas também do património imaterial da sociedade - nem do ponto de vista da sua recepção por parte dos públicos - enquanto factor de enriquecimento cultural, com consequências no grau de literacia, de cosmopolitismo e de humanismo dos indivíduos."
(Do contributo, com Pedro Rodrigues, para o Programa Eleitoral do Bloco de Esquerda)
(Do contributo, com Pedro Rodrigues, para o Programa Eleitoral do Bloco de Esquerda)
Quinta-feira, Junho 25, 2009
Quarta-feira, Junho 24, 2009
os outros economistas
"Tal como acolhemos o facto de terem opinião sobre o TGV, os mesmos 28 economistas não poderão levar a mal que se lhes pergunte: quantos de entre eles acertaram nesta crise? Quantos resistiram à ideia de que o mercado poderia e deveria decidir sozinho? Quantos avisaram a tempo que a estrutura de incentivos dos altos executivos nos estava a conduzir para o desastre? (...) Existem felizmente economistas que acertaram na crise e - muito provavelmente - acertam no remédio. Não fazem parte dos 28, mas tenho motivos de confiança neles (...). Nunca perdi o meu tempo quando lhes dei atenção. Não pagam anúncios de página inteira na imprensa nacional. Mas escrevem em blogues. Num em particular, chamado Ladrões de Bicicletas."
(Do artigo de Rui Tavares, no Público de hoje)
(Do artigo de Rui Tavares, no Público de hoje)
Quarta-feira, Junho 17, 2009
passos perdidos
O blogue que mais beneficia de visitas (não intencionais) derivadas de uma famosa série de televisão, que o conselho de gerência nem sequer acompanha. É qualquer coisa sobre pessoas numa ilha, por causa de um avião que caíu, com conflitos, chatices, crises políticas e coisas assim.
Terça-feira, Junho 16, 2009
o colapso
"Aquilo que Mário Soares, Manuel Alegre e outros socialistas têm pedido aos seus líderes é uma verdadeira oposição às ideias que estão por detrás da crise. Mas em vão: isso é o que líderes como José Sócrates e Gordon Brown não estão dispostos a dar-lhes. Isso implicaria romper com o centro-direita (e eles querem apoiar Durão), reconhecer a subalternidade ideológica em que têm vivido, e implicaria confessar: «esquecemo-nos das razões por que éramos de esquerda». Da vitória de Obama nos EUA, só aprenderam o folclore; escapou-lhes a ruptura com um Partido Democrático acomodado, centrista e sem debate - tão parecido com os partidos deles agora."
(Do artigo de Rui Tavares, no Público de 10 de Junho)
(Do artigo de Rui Tavares, no Público de 10 de Junho)
Segunda-feira, Junho 15, 2009
Segunda-feira, Junho 08, 2009
lugar de oração
"O actual secretário-geral da ONU [Ban Ki-moon] faz preces nos seus relatórios mensais: pede que se lembrem das crianças, da ecologia, da paz. Pede. É quase um lugar de oração. A ONU já foi definida como o espelho do mundo. Ora, nem a rainha má conseguiu que o espelho desse uma imagem melhor do que aquela que ela era capaz de produzir. O que a ONU está a reproduzir é o estado do mundo. É uma exigência inadiável reformular a organização. Porque há um valor que ela tem: é o único lugar onde todos falam com todos."
(Da entrevista a Adriano Moreira, no Público de 6 de Junho)
(Da entrevista a Adriano Moreira, no Público de 6 de Junho)
Sexta-feira, Junho 05, 2009
europeias 2009
Não teve a divulgação nem foi o debate-espectáculo em que o "Prós-e-contras" de Fátima Campos Ferreira costuma ser pródigo. Programado para uma transmissão televisiva em diferido, após gravação matinal (com transmissão em directo na Antena 1), o debate conduzido por Maria Flor Pedroso na RTPN dispensou audiência em estúdio e reuniu os candidatos dos cinco partidos com assento parlamentar. Constituiu, muito provavelmente, o mais clarificador de todos os debates televisivos desta campanha. Sob vários pontos de vista.
Quinta-feira, Junho 04, 2009
filmes do mês: maio
Tony Manero, de Pablo Larrain. A obsessão pela fama de um dançarino sem escrúpulos, que não olha a meios para vencer um concurso de imitações de John Travolta. A impunidade dos seus actos encontra paralelo (e indiferença) na obsessão política da ditadura chilena de Augusto Pinochet, inteiramente ocupada na repressão de quaisquer sinais de ameaça ideológica. Operações SAAL, filme documentário de João Dias sobre um momento singular do pós-25 de Abril, naquela que é a iniciativa mais original da história das políticas de habitação em Portugal. O "direito ao lugar" nos processos de requalificação habitacional de bairros urbanos degradados, com a participação dos moradores no desenho e construção das suas próprias casas. Chacun son Cinéma, trinta e três curtíssimas metragens (de três minutos cada), pela mão de trinta e cinco realizadores, tendo em vista celebrar os 60 anos do Festival de Cannes. Do total recordam-se com bastante agrado as curtas metragens de Manoel de Oliveira (com Bénard da Costa no papel do Papa João XXIII), Nanni Moretti, Zhang Yimou ou até de Lars Von Trier. A sala de cinema como ponto de partida.
Quarta-feira, Maio 27, 2009
Terça-feira, Maio 26, 2009
confiança
"Num país a sério, um partido de centro-direita também já teria percebido que as conclusões destes estudos não são nem “de esquerda” nem “de direita”, e não impedem a existência de debate ideológico e políticas alternativas. Há muitas maneiras de lidar com aquelas que se sabem ser as principais causas do crime. Há formas de combater a pobreza diferentes das políticas sociais e subsídios aos quais parte da direita ideológica se opõe. Há uma sólida agenda conservadora que pode ser avançada sobre a questão da estabilidade das famílias. O fortalecimento das normas de controlo social, obtido através do apoio a organizações culturais, de moradores e de jovens a nível local, favorecendo o estabelecimento de relações entre associações representativas de grupos étnicos e religiosos e a criação de um ambiente de confiança mútua entre as polícias e as populações não tem por que ser intrinsecamente um desígnio “de esquerda.”
(Para lá do quadro de partida que Pedro Magalhães aqui estabelece, importa igualmente pensar na questão das culturas de intervenção social dominantes. Mas, aquém delas, este é um excelente texto para compreender o que são, na realidade, os "bairros sociais" e os seus problemas).
(Para lá do quadro de partida que Pedro Magalhães aqui estabelece, importa igualmente pensar na questão das culturas de intervenção social dominantes. Mas, aquém delas, este é um excelente texto para compreender o que são, na realidade, os "bairros sociais" e os seus problemas).
Segunda-feira, Maio 25, 2009
Domingo, Maio 24, 2009
simetrias
Na entrevista concedida há dias ao "i", Vital Moreira "diz-se preocupado com o radicalismo do Bloco de Esquerda" (cito de memória). Torna-se contudo bastante fácil encontrar uma simetria desta preocupação no "minimalismo de Estado" de Vital Moreira (para não recorrer a um termo mais radical).
Sábado, Maio 23, 2009
joão bénard da costa
"A partir da história na tela, o Bénard criava uma outra história, que eram os seus textos. Não foram poucas as vezes que as folhas do Bénard me pareceram tão notáveis enquanto textos como os filmes a que se referiam me pareciam geniais enquanto filmes. (...) Deu-nos a ver: os filmes e os textos, as duas coisas ligadas, duas coisas autónomas, as duas coisas funcionando na cabeça dele. Não é talvez de espantar que, para ele como para mim e para muitas pessoas, a Cinemateca e a pessoa do Bénard se tenham nalguma medida confundido."
(Ex-Ivan Nunes, 21 Maio)
(Ex-Ivan Nunes, 21 Maio)
"Para ele, somos sempre os mesmos. É um leal. Está sempre connosco como se fôssemos tão frescos como ele. Puxa-nos pela manga da camisa; protege-nos da tempestade; desata a rir no meio das encrencas; arranja tabaco clandestino; deixa-nos subir para os ombros para vermos melhor; para saltar para o outro lado; mostra-nos fotografias nunca vistas, de actrizes lindas, escondidas debaixo da camisola - e faz tudo descaradamente; não se importa de ser apanhado; não tem vergonha nenhuma; é um prazer estar com ele; parece que todo o universo está em causa. É assim o João Bénard."
(Miguel Esteves Cardoso, Público, 22 Maio)
Quinta-feira, Maio 21, 2009
o país que se vê de lisboa
Dificilmente ocorre a alguém referir-se a Lisboa como "um concelho situado entre as serras de Sintra e da Arrábida", ou "um concelho situado entre o rio Tejo e a região do Oeste". Mas já parece normalíssima uma referência a Carregal do Sal como "um concelho situado entre as serras da Estrela e do Caramulo". Sim, lá longe, nos confins desse estranho e vasto mundo do campo, onde há muitas árvores e pedras.
Quarta-feira, Maio 20, 2009
ganância
Gula, avareza, luxúria, ira, preguiça, inveja e vaidade. Sete pecados mortais. A lista estava numa página solta, junto ao banco de jardim onde se sentara. Mas por mais que a que lesse, e recontasse com o dedo cada uma das ditas causas da morte de deus na alma dos homens, não o encontrava. O pecado que, juraria ele, encabeçava os restantes, servindo-lhes de raiz, alimentando-os como seiva. Talvez fosse isso mesmo. Para ser o eleito entre todos, deveria ter a invisibilidade que a desvalorização generalizada lhe concede.
Segunda-feira, Maio 18, 2009
Domingo, Maio 17, 2009
Sexta-feira, Maio 15, 2009
misplaced childwood
Allo Allo ■ Baretta ■ Dallas ■ Hill Street Blues ■ Il etait une fois... L'Homme ■ Jogos sem Fronteiras ■ Love Boat ■ Os Pequenos Vagabundos (Les Galapiats) ■ South Park ■ Space 1999 ■ Star Trek ■ Twin Peaks ■ Uma Casa na Pradaria (Little House on the Prairie) ■ Verão Azul ■ Yes MinisterResposta ao desafio lançado pela Carla, sobre as quinze melhores séries das nossas vidas (the fifteen best series of our lives, como dizem os americanos). Tendo em conta o ano em que cada uma delas surgiu, a minha média dá 1977. As décadas de setenta e oitenta integram dez das quinze séries identificadas, e não é difícil concluir que o título "Era uma vez o Homem" daria hoje azo a violentas controvérsias.
Convida-se o Agrafo, o Aldeia Blogal, As Visões da Maria, o Ex-Ivan Nunes, o Individualismo Solidário, o Irmão Lúcia, o Naked Sniper, O Crime de Laio, o Palombella Rossa e as meninas Woody & Allen a fazer as suas apostas.
Quarta-feira, Maio 13, 2009
redenção pela água
"Num momento em que a sociedade americana se confronta com o fantasma incómodo da prática da tortura, o Pew Forum on Religion and Public Life mostra que os cristãos americanos (católicos ou evangélicos) não rejeitam essa prática. E mostra também que os/as que mais frequentam a prática litúrgica são os/as que maior índice de aprovação da tortura evidenciam. Da próxima vez que o Papa discursar em Ratisbona, não precisa de rebuscar autores antigos para mostrar que há religiões que convivem com a violência - basta que cite inquéritos de opinião do século XXI."
Palombella Rossa, num certo mês de Abril
Domingo, Maio 10, 2009
Quinta-feira, Maio 07, 2009
filmes do mês: abril
Nenhuma das três películas visionadas em Abril acaba por integrar o conjunto de melhores filmes do ano. Che - Parte 2 - A guerrilha, de Steven Soderbergh é ainda mais previsível e moroso que o anterior. This is England, de Shane Meadows, envereda progressivamente por uma linearidade e moralismo que ensombram a capacidade que o filme tem para nos recolocar no ambiente de crise económica e política (guerra das Malvinas) da Inglaterra do início dos anos 80. L'Apprenti, de Samuel Collarday, tem muitas coisas simpáticas. Mostra que as aldeias são basicamente iguais em qualquer parte do mundo e decorre segundo um ritmo e uma narrativa que quase se situam em tempo real. Mas não se aproxima, apesar das semelhanças, do magnífico Ser e Ter, de Nicolas Philibert (2002).
Quarta-feira, Abril 29, 2009
gps
Ao seguir de modo estrito as informações precisas do gps, alternando o olhar entre a estrada e o aparelho, reduzia os lugares a pontos e as estradas a linhas, muito para além do que um mapa o faz. A paisagem que ficava do lado de fora do vidro ia-se perdendo, subconscientemente ignorada. Em termos práticos, era como se as árvores, as casas, o céu azul pontuado por nuvens, as colinas rochosas, os povoados e os prados verdes desse início de primavera não existissem. Não estava pois verdadeiramente "em viagem", mas sim numa espécie de túnel galáctico entre planetas, atravessando a escuridão do espaço que se interpõe entre eles. Com toda a precisão que um gps tem. Com todo o desconhecimento que essa precisão produz.
Terça-feira, Abril 28, 2009
songs for the season
"2009 release from this veteran Manchester outfit AKA guitarist Vini Reilly. For three decades, Vini and TDC have been creating music that is as beautiful as it is thought provoking. Whether he's armed with a guitar or some sort of keyboard, Vini's music has been able to cross musical boundaries, from New Age to Post-Punk, while remaining honest and emotionally raw. Though chiefly instrumental, The Durutti Column's music follows no formula and has no boundaries. Often times, it is the mood of the listener that dictates the mood of the music and not the other way around."
Sábado, Abril 25, 2009
rostos que a liberdade tem
Conta-se que numa das idas de Salgueiro Maia a Castelo de Vide, a sua terra natal, já numa fase avançada da doença que a pouco e pouco o tolhia, um amigo lhe terá perguntado como estava, ao que ele respondeu, com um sorriso traquina, "tirando o cancro, estou bem."Lembro-me deste relato sempre que recordo a imensa coragem com que o João Mesquita travou igual combate. Também ele não deixou, até ao limite das suas forças, que a doença tomasse conta dos seus dias, da sua vida e até da sua infinita boa disposição e sentido de humor.
Mas não é apenas por esta forma sábia, lúcida, difícil e corajosa, com que mostrou ser possível enfrentar a invencível doença, que o João Mesquita e o capitão de Abril se cruzam, com enorme facilidade e frequência, no meu pensamento.
Aliás, o modo desprendido como assumidamente colocaram o seu estado de saúde em segundo plano foi apenas mais um sinal da infindável generosidade e altruísmo que lhes corria nas veias. Os amigos, a vida (com os bons momentos que a devem preencher), o mundo (na sua diária e incessante mudança) e a utopia de o mudar (mesmo que feita de uma justificada descrença, serena e divertida, sobre a real capacidade que o mundo tem para mudar), continuaram sempre a ser mais importantes, para eles, do que eles próprios.
Como é natural, não conheci Salgueiro Maia. Apenas li e ouvi falar dele. Mas tive a imensa sorte, apesar de tardia, de conhecer o João Mesquita. Com o João a amizade era fácil, verdadeira e agradável. Um cumprimento sempre caloroso, feito de interesse e preocupação constantes (mesmo quando os encontros eram tantas vezes adiados ou fortuitos). O João sabia sempre o que era feito de nós e queria sempre saber o que era feito de nós. E conversar. Um sorriso pronto, gestos inconfundíveis, uma voz e um riso que não se apagam da memória, por mais tempo que passe. Conheci-o tarde, mas a tempo de constatar a sua integridade inabalável, nascida de um profundo sentido de liberdade, que respirava com ele. E o modo como se impunham, em todas as circunstâncias (e a qualquer preço pessoal que tivesse que pagar), claros princípios de justiça, ética, coerência e solidariedade.
Por isso lembro hoje o João Mesquita, com palavras e saudades. No momento em que, há trinta e cinco anos atrás, a rádio começava a transmitir o "Grândola Vila Morena".
Quinta-feira, Abril 23, 2009
cársico
Quarta-feira, Abril 22, 2009
a mesma coisa
"O problema da palavra "tortura" é que, após milénios, uma grande parte da humanidade convenceu-se de que é uma coisa imoral que deve ser tratada de uma forma simples. Simples, quer dizer: há pessoas ou organizações que torturam (simulam asfixia, atiram pessoas contra paredes, fecham-nas em caixas) e há outras que não o fazem, ponto final. Mas "procedimentos alternativos" e "técnicas ásperas" é diferente: durante os últimos oito anos foi possível fazê-lo em nome do Ocidente, sob a presidência de Bush, chamando-lhe outra coisa, mas não passando da mesma coisa."
(Do artigo de Rui Tavares, no Público de hoje)
(Do artigo de Rui Tavares, no Público de hoje)
Sexta-feira, Abril 17, 2009
Quarta-feira, Abril 15, 2009
lembrem-se disto
"Nos anos 90, apareceu uma nova proposta de contrato (...). O ensino superior não deveria ser gratuito. Os estudantes deveriam pagar propinas elevadas para aumentar a qualidade do ensino (...). Foi com muita perplexidade que vimos gente de centro-esquerda - de António Barreto a Prado Coelho, de Vital Moreira a Miguel Sousa Tavares - defender estas ideias (...). Havia razões para suspeitar de algo que não nos diziam: no fundo, os estudantes iriam financiar os salários dos professores e as despesas de funcionamento correntes - nem aumento da qualidade, nem bolsas dos alunos mais pobres (...). Que o novo contrato ia falhar ficou claro quando os estudantes começaram a ser empurrados para os empréstimos bancários. Foi o próprio Estado, via Caixa Geral de Depósitos, o pioneiro na introdução das gerações mais jovens ao endividamento (lembrem-se disto quando vos disserem que o povo foi imprevidente no recurso ao crédito)."
(Do artigo de Rui Tavares, no Público de hoje).
(Do artigo de Rui Tavares, no Público de hoje).
Quinta-feira, Abril 02, 2009
filmes do mês: março
Usando linguagem do futebol, Março teve uma eficácia de 66%. Três películas visionadas, duas a constar entre as melhores do ano. Grand Torino, de Clint Eastwood, e Rachel Getting Married, de Jonathan Demme. O primeiro prende desde o início, pelo conflito e tensão latentes. O segundo transporta-nos para o seu interior: vê-se deambulando entre as personagens.
Quarta-feira, Abril 01, 2009
o protesto dos outros
"Às vezes, ser solidário é tão simples quanto aceitar o protesto dos outros, mesmo que isso custe uma hora no trânsito ou uma ida em falso ao exame da escola. O anúncio da Antena Um não o é. E o país?"
Individualismo Solidário (ou como uma frase pode dizer muito sobre o blogue que a aloja)
Individualismo Solidário (ou como uma frase pode dizer muito sobre o blogue que a aloja)
Terça-feira, Março 31, 2009
escola pública: mudanças necessárias (III)
10. Uma política educativa consciente da importância da qualidade é uma política sensível às realidades, aos contextos e aos territórios. Impõe-se por isso, por um lado, a criação de mecanismos de caracterização do meio social em que cada escola se enquadra, de modo a tornar possível compreender resultados e agir sobre dificuldades. A elegibilidade de projectos de desenvolvimento educativo, semelhantes aos TEIP, deve ser claramente alargada, providenciando os recursos considerados necessários a cada situação. É neste quadro, de resto, que devem ser equacionadas as propostas relativas à constituição e reforço de equipas multidisciplinares e o ensino multilingue.
11. Os processos de avaliação de escolas e docentes devem ser compreensivos, capazes de captar as múltiplas dimensões e portanto irredutíveis a lógicas de segmentação e quantificação como as que o ministério impôs (de parâmetro em parâmetro, de número em número, até ao erro final). A avaliação de desempenho docente deve saber combinar dimensões internas e externas, ter como quadro de referência o contexto da escola e como princípio o diálogo profícuo entre avaliadores e avaliados.
12. A abertura da escola à comunidade não se decreta, nem se obtém com a incapacitação dos seus órgãos de gestão ou através da restrição da sua autonomia na definição das suas trajectórias de desenvolvimento (tal como seria absurdo propor representantes autárquicos ou de paróquias na direcção de um hospital ou um tribunal). Os parceiros locais devem participar num órgão consultivo da escola e não nos seus órgãos directivos e executivos. A colegialidade é um exercício e uma vivência pedagógica da democracia, de que a escola não pode nem deve prescindir.
11. Os processos de avaliação de escolas e docentes devem ser compreensivos, capazes de captar as múltiplas dimensões e portanto irredutíveis a lógicas de segmentação e quantificação como as que o ministério impôs (de parâmetro em parâmetro, de número em número, até ao erro final). A avaliação de desempenho docente deve saber combinar dimensões internas e externas, ter como quadro de referência o contexto da escola e como princípio o diálogo profícuo entre avaliadores e avaliados.
12. A abertura da escola à comunidade não se decreta, nem se obtém com a incapacitação dos seus órgãos de gestão ou através da restrição da sua autonomia na definição das suas trajectórias de desenvolvimento (tal como seria absurdo propor representantes autárquicos ou de paróquias na direcção de um hospital ou um tribunal). Os parceiros locais devem participar num órgão consultivo da escola e não nos seus órgãos directivos e executivos. A colegialidade é um exercício e uma vivência pedagógica da democracia, de que a escola não pode nem deve prescindir.
Segunda-feira, Março 30, 2009
Sábado, Março 28, 2009
escola pública: mudanças necessárias (II)
6. A qualificação das condições de ensino e aprendizagem deve ocupar o lugar central da política educativa. O que aponta para duas questões fundamentais: a realização de uma profunda reforma curricular e uma reorganização do sistema educativo que permita criar efectivas condições de acompanhamento individualizado dos alunos. Tanto uma como outra pressupõem uma autonomia da escola balizada por parâmetros e princípios que assegurem a sua natureza de escola pública, inclusiva e democratizante.
7. A reforma curricular, uma das matérias centrais que a actual equipa ministerial simplesmente ignorou, deve desenvolver-se de modo participado, envolvendo docentes, associações científicas e de professores, instituições de ensino superior e os departamentos vocacionados do Ministério da Educação. Trata-se de repensar o que se ensina e como se ensina, de distinguir o essencial do acessório e de remover do quotidiano dos alunos muitos dos inúmeros retalhos superficiais que fazem a manta em que o ensino se tornou.
8. A reorganização da escola e das actividades lectivas pressupõe uma necessária diminuição do número de alunos por turma e o estabelecimento de regras claras na sua constituição, capazes de fomentar uma verdadeira igualdade de oportunidades. Não é aceitável que a escola pública diferencie turmas em função das origens sociais dos alunos ou dos seus resultados. As "boas turmas" são também as que têm os melhores professores e os melhores horários. A reprodução da desigualdade social pela escola tem aqui uma das suas raízes mais fundas.
9. A qualificação das condições de ensino e aprendizagem passa ainda por um olhar muito atento ao quotidiano dos docentes. Não é possível acompanhar adequadamente os alunos e cada aluno quando a cada professor está atribuído um número excessivo de turmas, disciplinas e estudantes. Quando o seu dia-a-dia se consome em reuniões e em tarefas burocráticas e administrativas. A actual equipa do Ministério da Educação não só ignorou olimpicamente esta realidade, como a agravou de uma forma inenarrável.
7. A reforma curricular, uma das matérias centrais que a actual equipa ministerial simplesmente ignorou, deve desenvolver-se de modo participado, envolvendo docentes, associações científicas e de professores, instituições de ensino superior e os departamentos vocacionados do Ministério da Educação. Trata-se de repensar o que se ensina e como se ensina, de distinguir o essencial do acessório e de remover do quotidiano dos alunos muitos dos inúmeros retalhos superficiais que fazem a manta em que o ensino se tornou.
8. A reorganização da escola e das actividades lectivas pressupõe uma necessária diminuição do número de alunos por turma e o estabelecimento de regras claras na sua constituição, capazes de fomentar uma verdadeira igualdade de oportunidades. Não é aceitável que a escola pública diferencie turmas em função das origens sociais dos alunos ou dos seus resultados. As "boas turmas" são também as que têm os melhores professores e os melhores horários. A reprodução da desigualdade social pela escola tem aqui uma das suas raízes mais fundas.
9. A qualificação das condições de ensino e aprendizagem passa ainda por um olhar muito atento ao quotidiano dos docentes. Não é possível acompanhar adequadamente os alunos e cada aluno quando a cada professor está atribuído um número excessivo de turmas, disciplinas e estudantes. Quando o seu dia-a-dia se consome em reuniões e em tarefas burocráticas e administrativas. A actual equipa do Ministério da Educação não só ignorou olimpicamente esta realidade, como a agravou de uma forma inenarrável.
Sexta-feira, Março 27, 2009
Quinta-feira, Março 26, 2009
escola pública: mudanças necessárias (I)
(Contributo para a discussão programática online promovida pelo Bloco de Esquerda)
1. Perante uma desestabilização sem precedentes no quotidiano das escolas, com gravíssimas consequências para alunos, pais e professores, dir-se-ia que uma assinalável transformação terá sido operada na educação ao longo dos últimos anos. A equipa de Maria de Lurdes Rodrigues passou, porém, ao lado de questões verdadeiramente essenciais, erigindo o seu mandato a partir de preconceitos e pressupostos inquestionados, reveladores de uma visão desadequada, tecnocrática e superficial do sistema educativo.
2. Faça-se a justiça de reconhecer que medidas importantes foram implementadas, como o aumento da estabilidade do corpo docente nas escolas, a escola a tempo inteiro ou as melhorias na acção social escolar. Mas mesmo em iniciativas meritórias, a tutela revelou-se em regra trapalhona na sua concretização e insensível à realidade, provocando efeitos contrários à intencionalidade dessas iniciativas. A convicção de que as mudanças no sistema educativo só se fazem contra os seus agentes foi um dos maiores erros deste governo e deste ministério.
3. O governo falhou no essencial: melhorar as condições de ensino e aprendizagem, tomando como referência a organização da escola e as suas dinâmicas quotidianas. Uma tecnocracia fundada em lógicas cegas de engenharia social sobrepôs-se, e desvalorizou, a noção de escola enquanto unidade orgânica. A uma abordagem compreensiva dos processos preferiu-se um positivismo mecanicista e redutor, na crença de que os mais ínfimos pormenores do sistema se dirigem, segmentados e parametrizados, a partir da 5 de Outubro.
4. Algumas das principais medidas adoptadas (avaliação de desempenho e novo modelo de gestão), tiveram como pilares a desconfiança e a desconsideração pelos docentes. E este ponto de partida ditaria o ponto de chegada. Tornou-se indiferente que o processo de avaliação fosse manifestamente desprovido de credibilidade, desde que tornasse possível condicionar a actividade docente. Passou a ser irrelevante a perda de autonomia da escola na sua capacidade de planeamento estratégico, se tal permitisse abrir portas à instauração de cadeias de comando eficazes.
5. Ao fim de quatro anos, a política educativa do partido socialista deixa uma marca muito forte: o desprezo absoluto pela qualidade dos processos e a entronização dos resultados, seja a que preço for. Exactamente a mesma filosofia que guiou os gestores bancários que nos colocaram perante a actual crise financeira, ao não olharem a meios para atingir metas e objectivos, sacrificando a verdade e a natureza das coisas.
É urgente portanto voltar às questões essenciais da educação.
1. Perante uma desestabilização sem precedentes no quotidiano das escolas, com gravíssimas consequências para alunos, pais e professores, dir-se-ia que uma assinalável transformação terá sido operada na educação ao longo dos últimos anos. A equipa de Maria de Lurdes Rodrigues passou, porém, ao lado de questões verdadeiramente essenciais, erigindo o seu mandato a partir de preconceitos e pressupostos inquestionados, reveladores de uma visão desadequada, tecnocrática e superficial do sistema educativo.
2. Faça-se a justiça de reconhecer que medidas importantes foram implementadas, como o aumento da estabilidade do corpo docente nas escolas, a escola a tempo inteiro ou as melhorias na acção social escolar. Mas mesmo em iniciativas meritórias, a tutela revelou-se em regra trapalhona na sua concretização e insensível à realidade, provocando efeitos contrários à intencionalidade dessas iniciativas. A convicção de que as mudanças no sistema educativo só se fazem contra os seus agentes foi um dos maiores erros deste governo e deste ministério.
3. O governo falhou no essencial: melhorar as condições de ensino e aprendizagem, tomando como referência a organização da escola e as suas dinâmicas quotidianas. Uma tecnocracia fundada em lógicas cegas de engenharia social sobrepôs-se, e desvalorizou, a noção de escola enquanto unidade orgânica. A uma abordagem compreensiva dos processos preferiu-se um positivismo mecanicista e redutor, na crença de que os mais ínfimos pormenores do sistema se dirigem, segmentados e parametrizados, a partir da 5 de Outubro.
4. Algumas das principais medidas adoptadas (avaliação de desempenho e novo modelo de gestão), tiveram como pilares a desconfiança e a desconsideração pelos docentes. E este ponto de partida ditaria o ponto de chegada. Tornou-se indiferente que o processo de avaliação fosse manifestamente desprovido de credibilidade, desde que tornasse possível condicionar a actividade docente. Passou a ser irrelevante a perda de autonomia da escola na sua capacidade de planeamento estratégico, se tal permitisse abrir portas à instauração de cadeias de comando eficazes.
5. Ao fim de quatro anos, a política educativa do partido socialista deixa uma marca muito forte: o desprezo absoluto pela qualidade dos processos e a entronização dos resultados, seja a que preço for. Exactamente a mesma filosofia que guiou os gestores bancários que nos colocaram perante a actual crise financeira, ao não olharem a meios para atingir metas e objectivos, sacrificando a verdade e a natureza das coisas.
É urgente portanto voltar às questões essenciais da educação.
Terça-feira, Março 24, 2009
Segunda-feira, Março 23, 2009
toda a diferença
Com a benção da DREN, crianças e jovens de etnia cigana foram colocadas num contentor, separado do edifício principal de uma escola primária normal. No contentor, misturaram-se crianças com 9 anos e jovens com 18, a frequentar pelo menos dois ciclos de escolaridade distintos (1º e 2º).À constituição deste aquartelamento racial, a Directora da DREN, Margarida Moreira (uma nódoa que por várias razões deixará mancha na história do PS), chamou "discriminação positiva", não invocando um único argumento capaz de fundamentar, de modo aceitável, a "positividade" da medida.
Escola e contentor ficam na freguesia de Barqueiros, concelho de Barcelos, Distrito de Braga. O mesmo distrito onde em 1996, em Oleiros, se formaram "milícias populares", armadas com paus e encobertas com gorros, que cortavam estradas e inspeccionavam viaturas tendo em vista "controlar" os movimentos da comunidade cigana local.
Mais a sul, em Lisboa, na freguesia da Ameixoeira, foi constituída neste ano lectivo uma turma exclusivamente formada por alunas ciganas do 1º ciclo, tendo em vista romper com um obstáculo cultural terrível: ao chegarem à puberdade, as meninas ciganas são proibídas pelos pais de ir à escola (nenhuma delas prosseguiria, no máximo, para além da 4ª classe). O projecto envolve a escola e outros actores locais, tendo sido concebido mediante um estreito diálogo com os pais das crianças, que comparecem às reuniões promovidas regularmente pela escola, podendo desse modo acompanhar o progresso escolar das filhas. Trata-se de uma solução transitória, prevendo-se que nos próximos anos a turma já incorpore meninos de etnia cigana, sendo posteriormente constituídas "turmas normais". Uma discriminação necessária para estabelecer rupturas com a "tradição".
Entre o aquartelamento racial de Barqueiros e a turma de meninas ciganas da Ameixoeira existe muito mais do que as centenas de quilómetros que separam os dois lugares. Existe toda a diferença.
Quarta-feira, Março 18, 2009
indagações humanas
Alguém chegou aqui através de uma frase enigmática, escrita no motor de busca do google: "o'que acontece quando cometemos um pecado no marrocos". Não sobra um qualquer sinal sobre o pecado em causa nem é possível perceber a nacionalidade de quem se questiona pelas penas dos pecados "no marrocos".
Quarta-feira, Março 11, 2009
songs for the season
"The smiles returning to the faces ■ it seems like years since it's been here ■ I feel that ice is slowly melting ■ it seems like years since it's been clear ■ here comes the sun, here comes the sun ■ and I say it's all right, it's all right"The Beatles, Here comes the sun (Abbey Road, 1969)
Domingo, Março 08, 2009
a avaliação (II)
""Se mulheres e homens simplesmente fossem, não haveria por que falar em educação." O militante sábio que foi Paulo Freire amarrou educação a transformação social. Porque só sendo social ela pode alguma vez ser pessoal. Quando os/as professores/as forem avaliados/as pelas mudanças sociais que conseguirem induzir, estaremos no bom caminho."
(Palombella Rossa, 4 de Março de 2009)
(Palombella Rossa, 4 de Março de 2009)
Sábado, Março 07, 2009
cova da iria millionaire
"O filme "O 13º Dia - Um Milagre em Fátima", de Ian e Dominic Higgins, que se encontra em pós-produção, mostra como o fenómeno que se tornou "Quem Quer Ser Milionário?", de Danny Boyle, se alastrou ao cinema britânico. No filme, os pastorinhos são retratados como três jovens indianos que, numa bela manhã de 1916, encontram o José Carlos Malato em cima de uma azinheira, fazendo-lhes este três perguntas de cultura geral. Jacinta e Francisco não conseguem responder e são eliminados, enquanto Lúcia acerta nas respostas, torna-se milionária e, com o dinheiro, faz uma operação estética de dermo abrasão que a transforma em caucasiana. "O 13º Dia - Um Milagre em Fátima" ("Cova da Iria Millionaire", no original) já é considerado o grande candidato à vitória nos Óscares e nos BAFTA de 2009 e no mundial de 2010 na África do Sul."(Inimigo Público, 5 de Março de 2009)
















